Publicado em 16 de setembro de 2025
O Setembro Amarelo é um dos períodos mais importantes do ano dentro de uma empresa, afinal, eles nos convida a refletirmos sobre as questões que impactam o bem-estar emocional, a saúde mental e a prevenção contra o suicídio.
Segundo o Mapa da Segurança Pública 2024, foram registrados 16.218 suicídios no Brasil no ano de 2024, o que representa uma redução de 1,44% em relação a 2023, que fechou com 16.455 casos.
Embora tenha apresentado essa redução, esse número equivale a uma média de cerca de 44 suicídios por dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também indica que o suicídio é a segunda principal causa da morte entre jovens de 15 a 29 anos.
Além disso, outras pesquisas da área da saúde indicam que entre 50% e 60% das pessoas que tiram a própria vida, nunca buscaram ajuda de um especialista em saúde mental.
Se não são tratadas corretamente, doenças como transtorno bipolar, dependência química, depressão, entre muitas outras, podem levar ao suicídio.
Infelizmente, essa é uma triste realidade que tem se agravado em nossa sociedade. Por isso, é fundamental que todos possamos dar a devida atenção à essa questão, para ajudar a quebrar o tabu que cerca esse tema.
E esse debate deve começar nas empresas, afinal, são nesses locais que as pessoas passam a maior parte do seu dia. E o esgotamento no trabalho, por meio da Síndrome de Burnout, também pode desencadear problemas de saúde mental.
Portanto, é mais do que necessário que os gestores de RH e demais líderes empresariais deêm a devida importância que o Setembro Amarelo merece. E se você não sabe por onde começar, nós estamos aqui para te ajudar.
Siga a leitura conosco até o fim e conheça algumas boas práticas que você, enquanto RH, pode adotar para debater esse tema em sua empresa!
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Primeiramente, antes de vermos na prática quais são essas ações, é importante que você entenda melhor o que é o Setembro Amarelo.
De modo geral, ele é uma campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, realizada anualmente em todo o Brasil.
Criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), a iniciativa tem como principal objetivo, promover debates, oferecer informação de qualidade e quebrar o tabu sobre a saúde mental e o suicídio.
A escolha do mês de setembro está ligada ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro.
Durante todo o mês, diversas ações são realizadas para levar informação à população, incentivar o diálogo e orientar sobre a importância de buscar e oferecer ajuda.
Além disso, escolas, faculdades, organizações governamentais e empresas dos mais diferentes setores, também aproveitam para se engajar em ações e práticas voltadas à conscientização.
Afinal, o Setembro Amarelo é uma das campanhas que compõem o calendário organizacional do RH, assim como ocorre com o Outubro Rosa, Novembro Azul, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal.
Porém, o enfoque dessa campanha realizada em setembro é promover debates e trazer luz às discussões sobre o bem-estar e a saúde emocional no ambiente de trabalho.
Ou seja, dentro do contexto organizacional, compreender o significado do Setembro Amarelo é o primeiro passo para que as empresas implementem estratégias que valorizem a saúde mental dos colaboradores, criando ambientes de trabalho mais acolhedores e humanos.
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A campanha Setembro Amarelo tem origem no movimento mundial de prevenção ao suicídio, que começou em 1994, nos Estados Unidos.
A história mais conhecida que inspirou a cor e o símbolo do movimento é a de Mike Emme, um jovem de 17 anos apaixonado por mecânica e carros, que tinha um Mustang 1968 amarelo, restaurado e pintado por ele mesmo.
Infelizmente, Mike tirou a própria vida em setembro daquele ano. Durante o velório, familiares e amigos distribuíram cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio, incentivando quem passava por momentos difíceis a procurar ajuda.
A iniciativa ganhou visibilidade e rapidamente se espalhou, sendo o ponto de partida simbólico para chamar a atenção sobre a importância de falar sobre o suicídio e oferecer suporte emocional.
Em 2003, a OMS e a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) oficializaram o 10 de setembro como sendo o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, ampliando a campanha para diversos países.
No Brasil, como dito anteriormente, o movimento chegou oficialmente em 2015, com o nome Setembro Amarelo, para promover a conscientização e a prevenção em todo o âmbito nacional.
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O tema “saúde mental” tem ganhado cada vez mais destaque no ambiente corporativo e na gestão de pessoas como um todo, e não é à toa.
Segundo a OMS, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, e os transtornos mentais, como depressão e ansiedade, são responsáveis por uma perda estimada de US$ 1 trilhão por ano em produtividade para a economia global.
Esse cenário mostra que o Setembro Amarelo não é apenas uma campanha de conscientização, mas também um alerta para empresas de todos os portes e setores.
Ambientes organizacionais que possuem altos níveis de estresse na jornada de trabalho, falta de diálogo, ausência de feedbacks e escuta ativa, e nenhum suporte emocional, podem potencializar problemas de saúde mental, afetando diretamente a vida dos colaboradores e os resultados da empresa como um todo.
Por outro lado, organizações que abraçam a campanha e promovem ações de conscientização também contribuem para:
Ou seja, a importância do Setembro Amarelo vai além da responsabilidade social: trata-se também de construir empresas mais humanas, saudáveis e produtivas, não apenas no território nacional, mas também, no cenário global.
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Abordar o Setembro Amarelo dentro das empresas vai muito além de “apenas” cumprir uma agenda de campanhas internas e endomarketing.
Falar sobre essa temática é reconhecer que os colaboradores são seres humanos, que possuem seus traumas, medos, gatilhos e necessidades emocionais que impactam diretamente seu engajamento e motivação, além da produtividade.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), problemas de saúde mental já são uma das principais causas de afastamento do trabalho em vários países, e não é diferente no Brasil.
Infelizmente, o adoecimento mental é a nova epidemia no mundo corporativo. Segundo o Instituto Nacional de Saúde Social (INSS), quase meio milhão de profissionais formais foram afastados por esse motivo no Brasil em 2024, com um aumento de 68% no período.
Diante desse cenário tão preocupante das doenças que dão estabilidade, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tomou algumas medidas para fomentar o debate sobre as questões mentais dentro das empresas.
Foi o que ocorreu com a nova NR-1, que estabelece as disposições gerais e o campo de aplicação das Normas Regulamentadoras (NRs) de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil.
O principal objetivo da NR-1 é proporcionar um ambiente de trabalho mais seguro, prevenindo a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais.
Ao silenciar esse tema, e não dar o devido valor ao Setembro Amarelo, as empresas perdem ótimas oportunidades de construir ambientes de trabalho acolhedores, nos quais, os colaboradores tenham liberdade e se sintam seguros para buscar ajuda ou compartilhar suas dificuldades.
Por outro lado, quando a organização traz o assunto para o centro das discussões, ela:
Em um mundo cada vez mais conectado e competitivo, empresas que cuidam da saúde mental e valorizam iniciativas como o Setembro Amarelo, conseguem sair na frente, não apenas na retenção de talentos, mas também na construção de um ambiente mais humano e sustentável.
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O Setembro Amarelo não deve ser apenas um mês de conscientização, mas também uma oportunidade estratégica para o RH observar e entender melhor o clima organizacional e os possíveis fatores de risco à saúde mental dentro da empresa.
Afinal, os gestores de RH são os profissionais responsáveis por cuidar das pessoas. Logo, eles devem tomar a frente da situação, estando preparados para perceber cedo os principais sinais e fatores de risco dentro das empresas.
Abaixo, citamos algumas boas práticas que o RH pode colocar em ação durante o Setembro Amarelo. Veja:
As pesquisas internas de clima organizacional são ferramentas poderosas para medir a satisfação, o engajamento e o nível de estresse dos colaboradores.
Durante o Setembro Amarelo, o RH pode incluir perguntas específicas sobre carga de trabalho, controle de jornada, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, relacionamento com líderes e colegas e percepção sobre apoio emocional dentro da empresa.
Com dados concretos em mãos, é possível identificar áreas críticas e direcionar ações efetivas e que visem a melhoria.
Os eventos internos são oportunidades para dar voz aos colaboradores e promover um ambiente de escuta ativa.
Neste sentido, organizar rodas de conversa, palestras com psicólogos e workshops sobre saúde mental ajudam a reduzir o estigma em torno do tema e incentivam as pessoas a falarem sobre suas dificuldades.
Muitas vezes, esses momentos revelam situações de sobrecarga, conflitos interpessoais ou mesmo sinais de esgotamento emocional que passariam despercebidos no dia a dia.
Além disso, monitorar dados como faltas no trabalho, afastamentos por questões de saúde e alta rotatividade podem indicar que algo não vai bem no ambiente de trabalho.
É importante que o RH analise esses indicadores de forma integrada com as informações coletadas em ferramentas como o People Analytics, em pesquisas internas e nas demais conversas com os colaboradores.
Quando há padrões consistentes, é um sinal de alerta para investigar causas mais profundas relacionadas à saúde mental.
Ademais, contar com canais confidenciais, como programas de assistência ao empregado ou parcerias com psicólogos e plataformas de saúde mental, também é essencial para oferecer suporte imediato a quem precisa.
Contudo, é importante que a comunicação sobre esses recursos seja clara e frequente, para que todos saibam onde e como buscar ajuda.
Quanto mais acessíveis forem esses canais, maior a chance de identificar e tratar situações de risco antes que evoluam para crises mais graves.
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As palavras são muito bonitas, assim como a teoria. Porém, o Setembro Amarelo não pode ser definido “apenas” como um mês de conscientização.
É fundamental que ele seja o ponto de partida para mudanças realmente reais e efetivas dentro da cultura organizacional.
A seguir, listamos seis ações práticas do Setembro Amarelo que você, enquanto RH, pode aplicar para promover um ambiente mais saudável, empático e acolhedor. Veja:
Muitas empresas falam sobre saúde mental, mas poucas têm documentos formais que reforcem esse compromisso.
Portanto, o Setembro Amarelo pode ser a oportunidade certa para que a empresa lance ou revise suas políticas internas voltadas à saúde emocional dos colaboradores. Uma política bem estruturada deve definir:
Assim como ocorre com a política salarial, quando a empresa coloca a política de saúde mental “no papel” e comunica de forma ampla, ela também transmite uma mensagem de que o cuidado emocional não é apenas um discurso, mas sim parte dos valores éticos da organização.
Os gestores são a “linha de frente” no contato com os colaboradores e, muitas vezes, os primeiros a perceber mudanças de comportamento. Isso faz toda a diferença entre um colaborador se sentir apoiado ou isolado.
Por isso, é importante que o RH ofereça workshops e treinamentos que ensinem os líderes a reconhecer sinais como mudanças bruscas de comportamento, irritabilidade, quedas de produtividade ou isolamento repentino.
Além disso, também é importante que o treinamento ensine como os gestores e líderes devem conversar sem fazer nenhum julgamento e como encaminhar a pessoa para os canais adequados.
Por exemplo, líderes podem ser orientados a usar frases de acolhimento, como “Percebi que você parece sobrecarregado, quer conversar?”, em vez de críticas ou cobranças que podem agravar ainda mais o problema.
Aqui, uma boa opção é aplicar a reunião one-one, um modelo que tem como objetivo principal a escuta ativa e construção de um relacionamento de confiança entre as partes.
Essa é outra ação simples de Setembro Amarelo, mas que traz resultados extremamente eficazes.
Os gestores de RH podem disponibilizar materiais educativos, como cartilhas digitais, e-mails informativos, podcasts internos e vídeos curtos, que ajudem a desmistificar conceitos e forneçam informações práticas, como:
Esse tipo de ação é leve, acessível e visualmente atraente, o que é importante para quebrar o tabu que ainda existe em torno do assunto, engajar ainda mais os colaboradores e manter o tema em evidência durante todo o Setembro Amarelo.
Além disso, os gestores de RH também podem promover momentos de bem-estar no ambiente de trabalho.
Pequenas ações no dia a dia ajudam a reduzir a tensão e mostram que a empresa valoriza a saúde emocional. Você pode incluir essas ideias no Setembro Amarelo:
Além de reduzir o estresse, essas iniciativas reforçam a importância de cuidar da saúde física e mental de forma integrada.
Esses “mimos” ajudam a melhorar a qualidade de vida e o bem-estar no trabalho e, consequentemente, eliminam a produtividade tóxica da rotina corporativa.
O Setembro Amarelo também pode ser o momento ideal para o RH construir uma rede de suporte que vá além da empresa.
Estabelecer parcerias com psicólogos, centros de apoio emocional. clínicas especializadas e entidades como o Centro de Valorização da Vida (CVV) permitem:
Essas parcerias demonstram que a empresa tem responsabilidade social e um cuidado genuíno com as pessoas, tornando o cuidado com a saúde mental mais acessível.
Por fim, a criação de um comitê formado por colaboradores de diferentes áreas pode ajudar a dar continuidade às ações iniciadas no Setembro Amarelo, garantindo que a preocupação com a saúde mental não se limite a uma campanha anual. Esse comitê pode:
As empresas que mantêm esse tipo de estrutura conseguem criar uma cultura mais aberta e acolhedora, onde falar sobre saúde mental não é um tabu, mas sim, parte da rotina.
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Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você conseguiu conhecer melhor um pouco da origem e da importância que o Setembro Amarelo tem dentro das rotinas corporativas.
Esse período é muito mais do que somente uma campanha de conscientização. Ele é um convite para que as empresas repensem suas práticas e prioridades quando o assunto é saúde mental.
Para isso, é necessário que os gestores de RH “assumam a retaguarda” e promovam ações de acolhimento, implementem políticas internas de saúde mental, treinem os líderes e demais gestores e criem canais de apoio para que todos os colaboradores tenham liberdade para buscar ajuda.
Além disso, há um ponto igualmente importante que não pode ser ignorado: a sobrecarga de trabalho e a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional são grandes fatores de risco para a saúde emocional.
Portanto, além das iniciativas de sensibilização, o RH também pode usar ferramentas como o controle de ponto e a gestão inteligente da jornada de trabalho para identificar padrões de horas extras, cargas excessivas e possíveis sinais de esgotamento.
Afinal, uma gestão eficiente do tempo de trabalho também é uma forma de prevenção e cuidado com a saúde mental.
Ao unir tecnologia, informação e empatia, o RH se torna protagonista na construção de ambientes corporativos mais saudáveis e humanos, não apenas durante o mês de setembro, mas durante todo o ano.
Aqui na Dixi Soluções, nós valorizamos o cuidado com as questões emocionais, e prezamos pelo bem-estar dos nossos colaboradores. E nós sabemos que isso passa diretamente pela jornada de trabalho.
Por isso, nós contamos com um grande portfólio de tecnologias para controle de ponto que podem ajudar sua empresa a dar o próximo passo e ter mais eficiência e segurança na gestão da jornada e no cuidado com as pessoas.
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E não se esqueça: não deixe para amanhã o cuidado que você pode ter hoje. A informação e o conhecimento sempre serão importantes para que você ajude o próximo a lutar todos os dias a favor da vida.
Você nunca estará sozinho nessa caminhada. A sua vida é o seu bem mais precioso. Cuide-se e cuide daqueles que você ama.
Se precisar de ajuda, ligue no telefone 188 ou solicite atendimento no site do CVV. É gratuito, e está disponível 24 horas por dia, durante toda a semana.
Que o Setembro Amarelo seja o início de uma jornada contínua de valorização e amor à vida na rotina diária da sua empresa!