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RH e vício em apostas esportivas: como apoiar colaboradores?

Publicado em 23 de outubro de 2025


O vício em apostas esportivas passou a ser um problema real dentro do ambiente corporativo, sobretudo, nos últimos anos, à medida que as “bets” passaram a ficar cada vez mais populares no Brasil.

Somente no ano de 2024, os brasileiros movimentaram entre 18 e 21 bilhões por mês em apostas online, de acordo com dados disponibilizados pelo Banco Central (BC).

Em 2025, o panorama não é muito diferente. Uma pesquisa produzida pelo SX Group e Go Gamers em parceria com a Blend New Research e a ESPM, entrevistou 6.282 pessoas, das quais, 38,2% afirmaram consumir jogos de apostas online de forma recreativa. 

Como não poderia deixar de ser diferente, esse crescimento também trouxe impactos diretos na saúde mental dos brasileiros. Um levantamento produzido pelo Serasa descobriu que cerca de 73 milhões de pessoas encontravam-se endividadas no final de 2024.

Além dos problemas emocionais e financeiros, esse crescimento nas apostas esportivas também têm trazido problemas diretos às empresas, quem vem tendo que enfrentar situações como queda na produtividade, aumento no absenteísmo e problemas nas relações interpessoais.

Ademais, todos esses problemas se agravam a partir do momento em que não são tratados corretamente. 

Neste sentido, é fundamental que os gestores de RH consigam identificar o quanto antes essas situações, para reduzir os danos e oferecer o suporte adequado aos colaboradores.

Mas afinal, como um RH estratégico deve lidar com os colaboradores que têm vício em apostas esportivas? Qual é a melhor forma de fazer isso? Respondemos essas e outras dúvidas neste artigo. Siga a leitura conosco e acompanhe até o fim!

Leia também: https://www.dixiponto.com.br/noticias/mudancas-na-nr-1-para-o-rh-o-que-voce-precisa-saber/ 

O que são apostas esportivas?

Primeiramente, antes de entrarmos nessas questões, é importante contextualizarmos melhor o que são as apostas esportivas.

Também conhecidas como “bets”, elas são uma forma de jogo em que o participante aposta dinheiro em resultados de eventos esportivos, como partidas de futebol, cassinos, corridas de cavalos, tênis ou até mesmo esportes eletrônicos. 

A lógica é bastante simples: a pessoa escolhe um resultado, que pode ser a vitória de um time, número de gols na partida, quantos cartões ela terá, entre vários outros cenários. 

Caso essa pessoa acerte esse resultado, ela receberá um valor de acordo com a probabilidade que foi atribuída pela casa de apostas, naquilo que é conhecido como “odd”.

Em via de regra, os jogos de azar não são algo novo no Brasil, pois a loteria existe no país desde 1784, no período colonial, se popularizando cada vez mais nos séculos seguintes.

Entretanto, as apostas esportivas ganharam enorme visibilidade no Brasil especialmente nos últimos anos, com a popularização das plataformas online e dos aplicativos que permitem apostar em tempo real, durante as partidas ou eventos.

Atualmente, as apostas não se restringem apenas ao resultado final: existem centenas de mercados possíveis em cada jogo, o que aumenta a atratividade, e consequentemente, o risco do envolvimento excessivo.

Além disso, é importante pontuar, que essas apostas são diferentes de investimentos ou de uma “renda alternativa”. 

Apesar de muitas campanhas de marketing tentarem transmitir essa ideia, ela trata-se de uma prática pautada em sorte e probabilidade, que pode trazer perdas financeiras significativas se não for feita com responsabilidade.

Leia também: https://www.dixiponto.com.br/noticias/desafios-rh-2025/ 

Como funcionam as apostas esportivas no Brasil?

As apostas esportivas foram legalizadas no Brasil em 2018, por meio da Lei 13.756/2018, que permitiu a prática na modalidade de “quota fixa”. No entanto, ainda faltava uma regulamentação detalhada. 

Isso mudou em dezembro de 2023, com a aprovação da Lei 14.790/2023, que trouxe regras mais claras para o setor, definiu como as empresas poderiam atuar e estabeleceu a criação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda, responsável por fiscalizar o mercado.

Essa lei trouxe diretrizes importantes, como exigências de licenciamento para operadoras, normas de segurança e combate à lavagem de dinheiro, além da criação de políticas de jogo responsável. 

Além disso, também determinou a forma de tributação: os apostadores devem pagar 15% de Imposto de Renda (IR) sobre os prêmios líquidos.

O mercado começou a operar de forma plenamente regulada em janeiro de 2025, com 66 empresas autorizadas, contudo, o crescimento foi rápido: até agosto do mesmo ano, o número de operadoras já havia chegado a mais de 330 marcas. 

O impacto mais visível desse crescimento acontece no futebol, o esporte mais popular do país, e principal foco das apostas esportivas.

Não por acaso, diversas casas de apostas investem pesado em patrocínios a clubes e competições, o que gera visibilidade, mas também levanta discussões sobre a integridade esportiva. 

Outros esportes, como vôlei, basquete, corridas e até lutas, também começam a sentir esse movimento, mas em menor escala. Alguns estudos apontam que o setor das apostas esportivas  já movimenta cifras bilionárias no Brasil, com estimativas que variam entre R$ 60 e R$ 100 bilhões por ano. 

Além disso, quase todo o acesso às plataformas acontece pelo celular. Somente em 2025, mais de 98% das apostas online foram feitas via mobile. Esse cenário reforça o quanto a prática está acessível e presente no cotidiano de milhões de brasileiros.

Leia também: https://www.dixiponto.com.br/noticias/6-tendencias-rh-2025/ 

O que é o vício em apostas esportivas?

O vício em apostas esportivas, também chamado de transtorno do jogo (ou ludopedia), ocorre quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar e continua jogando mesmo diante de consequências negativas, como dívidas, problemas no trabalho, conflitos familiares e até impactos na saúde mental. 

Não se trata apenas de “gostar de apostar”: essa é uma condição reconhecida pela psiquiatria, que envolve compulsão e dificuldade de interromper o comportamento.

As apostas esportivas têm características que aumentam muito esse risco. Hoje, com aplicativos no celular, é possível apostar a qualquer hora, em qualquer lugar e em inúmeros cenários dentro de uma mesma partida. 

Essa facilidade aliada à variedade e intensa publicidade que as casas de apostas realizam, acabam funcionando como gatilhos para que a pessoa aposte com maior frequência e intensidade.

Alguns estudos internacionais mostram que cerca de 1% a 2% da população adulta desenvolve transtorno do jogo em algum momento da vida, e uma parcela maior apresenta sinais de problemas moderados, como dificuldade em controlar gastos ou apostar mais do que pode. 

Além disso, outros relatórios recentes também apontam que os apostadores esportivos online são os mais vulneráveis, justamente pela rapidez e pela acessibilidade das plataformas digitais.

As consequências do vício em apostas vão muito além do dinheiro perdido. Quem sofre com o problema costuma enfrentar endividamento severo, estresse, ansiedade, depressão e até risco aumentado de suicídio. 

Ademais, os jovens, principalmente homens, estão entre os grupos mais vulneráveis, já que são grandes consumidores de aplicativos e muito expostos à publicidade das casas de apostas.

Por essas e outras razões, o vício em apostas esportivas é um problema sério de saúde mental e social, que exige atenção tanto da sociedade quanto das empresas.

Entender esse fenômeno é o primeiro passo para que o RH possa pensar em políticas e ações de apoio aos colaboradores que estão enfrentando esse problema.

Leia também: https://www.dixiponto.com.br/noticias/geracao-z-no-mercado-de-trabalho-o-que-o-rh-precisa-saber/ 

Como o vício em apostas esportivas afeta os colaboradores e o ambiente de trabalho?

Quando um colaborador desenvolve vício em apostas esportivas, os impactos não ficam restritos à vida pessoal. 

Eles afetam diretamente as relações familiares, sociais e profissionais, refletindo no ambiente de trabalho, que também sente os reflexos desse comportamento. 

Abaixo, listamos alguns dos principais efeitos que esse problema traz para a rotina corporativa. Veja:

Queda de produtividade e foco

Um dos efeitos mais imediatos do vício em apostas esportivas é a dificuldade de concentração, pois o colaborador passa a dividir a atenção entre as tarefas profissionais e a necessidade constante de acompanhar jogos, resultados ou realizar novas apostas. 

Como muitos aplicativos permitem apostas em tempo real, é comum que a pessoa fique conectada durante toda a jornada de trabalho, verificando o celular quase que o tempo todo.

Essa perda de foco impacta diretamente a produtividade, levando a atrasos em entregas, aumento de erros e perda da qualidade no trabalho. 

Além disso, o tempo gasto usando plataformas de apostas durante o expediente representa uma produtividade tóxica e horas improdutivas, que poderiam estar sendo direcionadas para atividades estratégicas.

Estresse financeiro e impacto emocional

O vício em apostas esportivas também costuma causar endividamento na pessoa afetada. 

Afinal, o colaborador acaba gastando mais do que pode, contraindo dívidas de cartão de crédito ou até recorrendo a empréstimos ou adiantamento salarial para tentar recuperar o que perdeu.

Como não poderia deixar de ser diferente, essa pressão financeira se reflete no ambiente profissional, pois a pessoa trabalha sob constante estresse, preocupada em como pagar contas, e isso afeta seu desempenho e bem-estar.

Ademais, esse problema não é apenas financeiro. Estudos mostram que o vício em jogos está fortemente associado à ansiedade, depressão e insônia. 

No dia a dia, isso significa colaboradores mais cansados, irritados e desmotivados, que têm dificuldade de manter um bom ritmo de trabalho e até se ausentam mais devido a crises emocionais.

Relações interpessoais prejudicadas

Além disso, outro impacto importante ocorre no campo das relações humanas dentro da empresa. 

O colaborador em situação de vício pode apresentar mudanças de comportamento, como isolamento, irritabilidade ou falta de paciência com colegas. Isso tende a gerar conflitos internos, que prejudicam o clima organizacional e dificultam a cooperação entre as equipes.

Também existem situações em que a questão financeira invade o ambiente profissional. É relativamente comum que pessoas endividadas procurem empréstimos com colegas de trabalho ou até superiores, criando constrangimentos e desgastes. 

Todas essas situações podem gerar desconfiança e atritos, comprometendo a harmonia de todos os profissionais que compõem a organização. 

Uso indevido de tempo e recursos da empresa

Como citamos anteriormente, a tecnologia passou a possibilitar que as apostas esportivas ficassem mais acessíveis, podendo ser efetuadas a qualquer hora ou local. 

Isso significa que colaboradores podem acabar usando a própria infraestrutura da empresa, como internet, celulares e computadores corporativos para acessar sites de apostas durante o expediente.

Além de comprometer o rendimento individual, esse comportamento pode trazer riscos de segurança digital, já que muitas plataformas não são devidamente reguladas e podem expor os sistemas da empresa a vulnerabilidades. 

Esse é um ponto de alerta importante não apenas ao RH, mas também, à área de Tecnologia da Informação (TI).

Ademais, vale ressaltar, que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por meio do artigo nº 483, inciso “i”, pontua que a empresa pode aplicar a demissão por justa causa em funcionários que mantém práticas constantes de jogos de azar.

Apesar disso, antes de aplicar esse desligamento, é recomendável que o RH e a empresa identifiquem a situação e conscientizem o colaborador sobre o problema que pode ser causado pelas apostas esportivas.

Absenteísmo e rotatividade

Por fim, nos casos mais graves, o vício em apostas esportivas pode evoluir para problemas de saúde mental que levam ao afastamento médico. 

Transtornos de ansiedade, depressão profunda e até Síndrome de Burnout podem estar associados ao comportamento compulsivo de apostar.

Isso reflete em índices mais altos de absenteísmo e, em alguns casos, na necessidade de desligamento do colaborador, seja por pedido voluntário ou por queda de desempenho. 

Cada demissão, afastamento ou turnover gera custos adicionais para a empresa, como recrutamento, treinamento e perda de conhecimento interno.

Ou seja, o vício em apostas esportivas afeta não apenas o colaborador em nível pessoal, mas também toda a dinâmica da empresa, desde a produtividade individual até o clima organizacional e os custos da gestão de pessoas.

Leia também: https://www.dixiponto.com.br/noticias/5-dicas-para-aumentar-o-engajamento-e-a-motivacao-no-trabalho/ 

Como o RH pode identificar os sinais de vício em apostas esportivas?

O vício em apostas esportivas é uma questão delicada que muitas vezes passa despercebida dentro das empresas. 

Isso acontece porque, ao contrário de outras formas de dependência mais visíveis, como álcool ou drogas, o problema com apostas se manifesta de maneira mais silenciosa, geralmente no celular ou computador do colaborador. 

Desse modo, é fundamental que os profissionais de RH estejam atentos a sinais de alerta, que podem indicar que um colaborador está enfrentando dificuldades com os jogos de azar.

Reconhecer esses sinais não significa julgar ou rotular, mas sim criar a oportunidade de oferecer apoio antes que a situação se agrave. 

Afinal, quanto mais cedo o RH conseguir identificar um possível problema, maiores são as chances de encaminhar o colaborador para o suporte adequado e evitar impactos negativos no ambiente de trabalho.

A seguir, listamos quais são os sinais mais visíveis, e que são indícios de que um colaborador está enfrentando um vício em apostas esportivas. Veja:

Queda repentina de desempenho

Um dos indícios mais comuns é a já citada perda de produtividade. Colaboradores que antes tinham um bom ritmo passam a atrasar entregas, cometer erros frequentes ou demonstrar falta de concentração. 

Muitas vezes, isso acontece porque a atenção está voltada para resultados de jogos ou para o próximo palpite.

Uso excessivo do celular ou computador pessoal

Embora seja normal que profissionais consultem o celular durante suas escalas de trabalho, o vício em apostas esportivas pode levar a um uso exagerado e constante, principalmente nos horários dos jogos. 

Nestes casos, o colaborador pode ser visto verificando aplicativos ou sites de apostas repetidamente, inclusive em reuniões ou momentos críticos de trabalho.

Problemas financeiros constantes

Além disso, o endividamento e os problemas financeiros também são consequências mais fortes do vício em apostas esportivas. 

No ambiente corporativo, isso pode aparecer de diversas formas: pedidos recorrentes de adiantamento salarial, solicitação de empréstimos internos ou até comentários sobre dificuldades em pagar contas. 

A soma de todos esses comportamentos deve ser monitorada de perto e servir como um sinal de alerta para o RH.

Alterações emocionais e de comportamento

Mudanças bruscas de humor, irritabilidade, ansiedade e até isolamento social podem ser tanto sintomas de bullying corporativo, como reflexo de um envolvimento problemático com as apostas. 

O colaborador pode se mostrar mais impaciente com colegas, evitar interações e apresentar sinais de estresse constante, o que afeta tanto sua saúde mental quanto o clima da equipe.

Faltas e atrasos constantes

Quando o vício nas apostas esportivas avança, não é raro que o colaborador falte ou cometa atraso no trabalho com frequência.

Isso pode estar relacionado a noites mal dormidas acompanhando jogos, a tempo gasto em apostas online ou mesmo a crises emocionais decorrentes de perdas financeiras.

Uso do tempo de trabalho para apostar

Além disso, em alguns casos, o problema se torna tão intenso que o colaborador passa a utilizar a própria infraestrutura da empresa para acessar sites de apostas. 

Isso representa não apenas uma quebra de confiança, mas também, pode trazer riscos de segurança digital para a organização, especialmente por conta da Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD).

Estar atento a esses sinais não significa que o RH precisa atuar de forma punitiva. Pelo contrário: a identificação precoce deve servir como ponto de partida para ações de acolhimento, diálogo e suporte. 

A criação de canais seguros de comunicação, treinamento de líderes para perceber comportamentos suspeitos e fazer uso de programas de apoio psicológico, são passos essenciais para lidar com essa questão de maneira humana e eficaz.

Leia também: https://www.dixiponto.com.br/noticias/conheca-quais-sao-as-4-hard-skills-que-todo-rh-deve-ter/ 

Quais ações o RH pode adotar para apoiar colaboradores que têm vício em apostas esportivas?

O vício em apostas esportivas é um desafio da gestão de pessoas que exige sensibilidade e estratégia por parte das empresas. 

Mais do que uma questão individual, ele pode impactar o desempenho, o clima organizacional e até mesmo a saúde financeira de todos os profissionais. 

Por isso, cabe ao RH não apenas identificar os sinais, mas também oferecer caminhos de apoio e acolhimento. 

Abaixo, listamos algumas ações que podem ser aplicadas por você, caso algum colaborador esteja sofrendo com esse problema. Veja:

Promover campanhas de conscientização

O primeiro passo é quebrar o tabu e levar informação clara sobre os riscos das apostas esportivas. 

Assim como ocorre com o Setembro Amarelo, as campanhas internas de conscientização, palestras com especialistas e materiais educativos também podem ajudar a ampliar o conhecimento dos colaboradores. 

Lembre-se: conhecimento nunca é demais. Quanto mais informado o profissional estiver, maior será a chance de reconhecer comportamentos de risco e buscar ajuda cedo.

Oferecer apoio psicológico aos colaboradores

O vício em apostas esportivas está intimamente ligado a questões emocionais, como ansiedade, estresse ou sensação de perda de controle. 

Portanto, o RH pode disponibilizar um canal de apoio psicológico, seja por meio de convênios com clínicas, psicólogos parceiros ou programas de saúde mental. 

Todas essas ações são extremamente eficazes, e são formas de acolher o colaborador e oferecer o suporte necessário para o tratamento.

Implementar um Programa de Assistência ao Empregado (PAE)

Além disso, outra boa ação que o RH pode tomar, é implementar um Programa de Assistência ao Empregado (PAE).

Também conhecido como Employee Assistance Program (EAP), ele é um benefício oferecido por empresas aos seus colaboradores e dependentes diretos, que oferece suporte multiprofissional em áreas como saúde, finanças e bem-estar.

No caso das apostas esportivas, o PAE pode incluir orientações sobre como lidar com dívidas, encaminhamento a profissionais especializados e acompanhamento contínuo para assegurar que o colaborador não se sinta sozinho no processo. 

Treinar líderes para identificar e lidar com a situação

Os gestores e líderes diretos são os primeiros a perceber mudanças de comportamento na equipe. 

Por isso, é importante que o RH invista em treinamentos que capacitem líderes a identificar sinais de vício em apostas esportivas, conduzir conversas difíceis e encaminhar os casos de forma humanizada. 

Todas essas ações ajudam a evitar julgamentos precipitados e garantem uma abordagem mais respeitosa e eficaz.

Incentivar práticas de bem-estar no ambiente de trabalho

Além da implementação do Programa de Assistência ao Empregado (PAE), o RH também pode atuar para criar um ambiente de trabalho que valorize o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, pois isso também ajuda a reduzir a propensão ao vício nas apostas esportivas.

Neste sentido, o incentivo à prática de atividades físicas, a promoção de momentos de desconexão e ter uma política de benefícios ligados ao bem-estar, são medidas que contribuem para que o colaborador encontre alternativas saudáveis para lidar com a pressão do dia a dia.

Estabelecer políticas claras de apoio e acompanhamento

Por fim, também é recomendável que o RH deixe claro quais são as políticas da empresa em relação ao vício em apostas esportivas.

Isso inclui orientar os colaboradores sobre canais de denúncia, regras para o uso da internet corporativa e, principalmente, sobre as formas de apoio disponíveis. 

Ter uma política bem definida transmite segurança, evita mal-entendidos e mostra que a empresa leva a questão a sério.

Em síntese, o vício em apostas esportivas é um desafio crescente que não pode ser ignorado pelas empresas. Neste sentido, o RH tem um papel fundamental para equilibrar o acolhimento humano com estratégias organizacionais que protejam tanto o colaborador quanto o ambiente de trabalho. 

Ao investir em conscientização, suporte psicológico, políticas claras e ações preventivas, o RH mostra que está preparado para lidar com questões complexas de saúde mental e financeira, fortalecendo a cultura de cuidado e responsabilidade dentro da empresa.

Leia também: https://www.dixiponto.com.br/noticias/one-one-a-chave-para-impulsionar-a-sua-gestao-de-pessoas/ 

Conclusão

Por fim, ao concluir a leitura deste artigo, você pôde observar que o vício em apostas esportivas é uma triste realidade que já bate à porta das empresas brasileiras e, por conta disso, precisa ser tratado com seriedade e empatia. 

O RH tem um papel central nesse processo, não apenas identificando os sinais, mas também promovendo uma cultura organizacional que apoie o colaborador em seus desafios pessoais e preserve a saúde do ambiente de trabalho. 

Por isso, é fundamental que os gestores e demais líderes atuem de forma humana e estratégica, pois esse é o caminho para equilibrar cuidado individual e resultados coletivos.

Nesse contexto, também vale lembrar que, muitas vezes, o vício nas apostas esportivas afeta diretamente a jornada de trabalho: atrasos frequentes, distrações durante o expediente e queda na produtividade são reflexos que podem comprometer toda a rotina organizacional.

Portanto, o RH precisa estar atento tanto ao bem-estar emocional dos colaboradores, quanto às ferramentas de gestão que ajudam a manter a organização do dia a dia.

A Dixi Soluções é uma empresa que apoia as questões que envolvem saúde mental e bem-estar no ambiente de trabalho. 

Para ajudar nesta missão, nós oferecemos soluções inteligentes para o controle de ponto, que vão muito além do registro das horas trabalhadas. 

Com uma gestão eficiente da jornada de trabalho, sua empresa oferece os insumos necessários e cria condições para que o RH atue de forma estratégica e preventiva, para preservar a saúde mental dos colaboradores e promover um ambiente mais equilibrado e produtivo. 

Afinal, cuidar do tempo de trabalho também é cuidar das pessoas, que sempre serão o principal ativo dentro das empresas. Quer saber como podemos apoiar sua organização nesta missão? 

Entre em contato com nossos especialistas, conheça as nossas soluções, e descubra como uma gestão eficiente da jornada de trabalho pode elevar seus processos organizacionais a um nível ainda mais humano e estratégico!